Alan Kay || toshiba laptop

Posted on February 16th, 2008 in Uncategorized by admin

Alan Curtis Kay (Springfield, Massachusetts, 17 de maio de 1940) é um dos inventores da linguagem de programação Smalltalk e um dos pais do conceito de programação orientada a objetos, que lhe valeu o Turing Award em 2003. Também, concebeu o laptop e a arquitetura das modernas interfaces gráficas dos computadores (GUI).

Infância e Adolescência

Logo após o seu nascimento, sua família mudou-se para a Austrália, onde moraram por alguns anos, até que se mudaram novamente para os Estados Unidos, em função da ameaça de invasão japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Quando comecei a frequentar a escola, já tinha lido umas centenas de livros. Sabia, nos primeiros anos escolares (first grade), que estavam mentindo para mim, porque já conhecia outros pontos de vista. A escola é, basicamente, um ponto de vista — aquele que o professor tem ou que os livros texto têm. Eles não gostam da idéia de haver pontos de vista diferentes, então era uma batalha. É claro que começava a falar com a minha voz de um garoto de cinco anos de idade”

Início da Vida Acadêmica

Enquanto estudava na Universidade de Utah, aprendeu sobre o inovador programa chamado Sketchpad e começou a programar em Simula. Tomando emprestado os conceitos desses sistemas, como também dos seus conhecimentos em Biologia e Matemática, formulou sua “analogia algébrico-biológica”. Kay lançou o postulado de que o computador ideal deveria funcionar como um organismo vivo, isto é, cada “célula” comportar-se-ia relacionando-se com outras a fim de alcançar um objetivo, contudo, funcionando de forma autônoma. As células poderiam também reagrupar-se para resolver um outro problema ou desempenhar outras funções.

Influência de Seymour Papert

No outono de 1968, Kay teve o seu primeiro encontro com Seymour Papert, no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, e ficou interessado na linguagem LOGO. Toda a concepção de Kay sobre o papel do computador na sociedade foi mexida, quando ele viu Papert e seus colegas ensinando crianças a programar em LOGO.

“Em 1968, vi duas ou três coisas que mudaram minha noção de computação por completo. A maneira como pensávamos sobre isso era a de Doug Engelbart, que o mainframe era como uma estrada de ferro, a qual pertencia a uma instituição que decidia o que e quando você poderia fazer algo. Engelbart seguiu as idéias de Henry Ford. Um computador pessoal era visto nos anos de 1960 como se fosse um automóvel. Em 1968, vi o primeiro trabalho de Seymour Papert com crianças usando LOGO, e vi o primeiro bom sistema de reconhecimento de caracteres manuscritos na Rand. Era um sistema fabuloso. E isso teve uma grande influência sobre mim porque havia algo intuitivo. Quando combinei esse sistema com a idéia de crianças usando-o, surgiu para mim o conceito de um computador como sendo mais do que uma supermídia. Seria algo mais como um superpapel.”

Em 1968, após visitar Seymour Papert, começa a pensar sobre um computador do tamanho de um livro que poderia ser usado para substituir o papel. Kay percebe que esse dispositivo seria especialmente útil para as crianças. Essa idéia o estimulou a construir um modelo de um computador portátil que viria a ser um laptop. Mais tarde, em 1970, Kay projetou um dispositivo, chamado por ele de “KiddiKomp”, que era um computador portátil barato com uma tela de CRT a fim de avaliar a computação móvel.

Projetos

Após escrever uma tese sobre orientação a objetos gráfica e receber o título de Ph.D. na Universidade de Utah, ele passou dois anos como pesquisador no Laboratório de Inteligência Artificial de Stanford. Durante este período, Kay se envolveu, entre outras coisas, com projeto de linguagem de programação. Também, passou algum tempo ensinando.

Era Xerox PARC

Kay começou como consultor na Xerox PARC, em setembro de 1970, e passou a ser pesquisador da empresa em 1971. Envolveu-se com o projeto da linguagem de programação Smalltalk durante 1971-72 e passou a usar Smalltalk num contexto educacional. Crianças foram postas em contato com computadores e tiveram suas reações analisadas. Junto com os seus colegas da PARC (influenciado pelas psicologias desenvolvimental e cognitiva de Jean Piaget e Jerome Bruner), Kay concluiu que as crianças aprendiam melhor através da progressão a partir de um envolvimento cinético, passando por imagens e configurações até chegar ao uso de representações abstratas e simbólicas. Foi esta pesquisa que motivo o uso intenso de gráficos e animações no desenvolvimento da linguagem Smalltalk. Algumas das crianças que tiveram contato com Smalltalk tornaram-se aptas a usá-lo e, destas, algumas chegaram a desenvolver sozinhas programas complicados.

O projeto Smalltalk foi influenciado pela analogia de Kay baseada em princípio biológicos e algébricos. Ela idealiza entidades individuais, ou células, que se comunicam entre si pela troca de mensagens. De certa forma, a linguagem Smalltalk pode ser considerada como a mãe das linguagens orientadas a objetos.

Enquanto liderava esse projeto na PARC, Kay contribuiu para o desenvolvimento da Ethernet, impressora laser e o modelo de rede cliente-servidor.

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