Laptop || laptop

Posted on August 31st, 2008 in Uncategorized by admin

Um laptop (também chamado de notebook) é um computador portátil, leve, designado para poder ser transportado e utilizado em diferentes lugares com facilidade. Geralmente um laptop contém tela de LCD (cristal líquido), teclado, mouse (geralmente um touchpad, área onde se desliza o dedo), unidade de disco rígido, portas para conectividade via rede local ou fax/modem, gravadores de CD/DVD, os mais modernos não possuiem mais a entrada para discos flexíveis (disquetes), quando há a necessidade de utilizar um desses conecta-se um adaptador há uma das portas USB.

A expressão laptop deriva da aglutinação dos termos em inglês lap (colo) e top (em cima) significando computador portátil, em contrapartida aos desktop (em cima da mesa).

Laptops podem ser divididos em duas categorias: os portáteis, voltados especialmente aos que necessitam de um computador como acessório de trabalho, mas que locomovem-se com frequência entre um lugar e outro, e os desktops replacements, voltados a pessoas que querem computadores com alguma mobilidade, e com perfomance semelhante à de um computador de mesa.

Laptops portáteis são pequenos e leves, e são designadas de modo a fazerem com que suas baterias sejam capazes de abastecer o laptop por um longo período, quatro a cinco horas ou mais). Isto vem a custo de outras especificações do laptop, como RAM (raramente superior a 1 GB), placa de vídeo (raramente superior a 128 MB, compartilhado), velocidade do processador raramente superior a 1,8 GHz, e raramente mais do que 80 GB de espaço no hard drive. As telas mais comuns são as de 14″ (ou 14,1″ em widescreen) e 15″ (ou 15,4″ em widescreen).

Atuais desktops replacements, por outro lado, são designados de modo a possuirem perfomance comparável a bons computadores de mesa (1 GB ou mais de RAM, placa de video 512 Mb dedicado, 120 GB de espaço ou mais e até 2,8 GHz de velocidade do processador. Tais laptops, voltados aos que querem perfomance (para uso de aplicativos pesados, tais como jogos, por exemplo) são pesados, relativamente grandes (dificultando sua locomoção), e gastam rapidamente suas baterias (que raramente supera três horas, podendo diminuir para uma hora ou menos, no caso de aplicativos pesados). Desktop replacements comuns possuem entre 15 e 17 polegadas, embora alguns laptops possuam 19 ou mesmo 20 polegadas. Os últimos são raramente transportados de um lugar para outro ou utilizado fora de um estabelecimento sem tomada (por exemplo, em um avião), pelo fato que gastam muito rapidamente suas baterias (raramente mais do que 1,5 horas), e pelo seu peso e tamanho (que, ironicamente, tornam improvável o uso do laptop por cima do colo), fatores que limitam seu uso em lugares relativamente fixos.

Atualmente, muitos laptops são dotados de adaptadores de rede wireless, que possibilitam a conexão a redes de computadores sem fio. Essas redes podem ser instaladas em escritório, e já é muito comum encontrar também em residencias. Com os adaptadores wireless, os usuários de laptops podem acessar a internet em diversos estabelecimentos, tais como restaurantes e aeroportos, sem a necessidade de conectar fios, desde que esses locais ofereçam o serviço.

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David Cavallo || laptop

Posted on August 31st, 2008 in Uncategorized by admin

David Cavallo (6 de novembro de 1951) é um cientista e pesquisador estadunidense o qual co-dirige o MIT Media Lab e o Future of Learning Group ao lado de Seymour Papert. É considerado uma referência mundial no uso de tecnologia na educação.

Histórico

Formado em ciência da computação pela Rutgers University e com um PhD em artes e ciências pelo MIT, Cavallo trabalhou na década de 1970 em projetos de inteligência artificial na DEC. Foi neste período que ele coordenou a informatização do centro de saúde da Universidade de Harvard e começou a prestar assessoria em países africanos para o uso de computadores na educação.

Ao lado de Nicholas Negroponte, iniciou em 2005 a campanha OLPC (One Laptop per Child ou “Um Laptop por Criança”) que visa criar condições para que países pobres ou em desenvolvimento possam informatizar seus estudantes adquirindo laptops especiais de baixo custo (US$ 100 é a proposta).

Coordenador do projeto na América Latina, Cavallo vive desde 2006 no Brasil, mais especificamente em Salvador, Bahia. O cientista casou-se com uma brasileira e teve com ela um filho batizado de Aiury, que significa “ajuda” em língua tupi-guarani. Cavallo declarou ainda que seu interesse pelo Brasil veio através da leitura dos livros do educador pernambucano Paulo Freire.

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Windows XP || laptop

Posted on August 31st, 2008 in Uncategorized by admin

O Windows XP (oficialmente, Windows 5.1) é um sistema operacional produzido pela Microsoft para uso em todos os tipos de computadores, incluindo computadores residenciais e de escritórios, notebooks, midia centers e ainda Tablet PCs. As letras XP derivam da palavra eXPerience, experiência em inglês. O seu nome de código era Whistler, o nome de um resort no Canadá, o Whistler Blackcomb, na qual os desenvolvedores do sistema passaram um tempo. O Windows XP une a facilidade de uso do Windows ME com a estabilidade do Windows 2000, e é o primeiro sistema operacional para consumidores construido em uma arquitetura e kernel totalmente novos. O Windows XP foi lançado em 25 de Outubro de 2001 e possui 400 milhões de cópias em uso atualmente, de acordo com a estimativa da IDC Analyst. Foi substituido pelo Windows Vista lançado em testes no dia 8 de Novembro de 2006 e vendido aos usuários no dia 30 de Janeiro de 2007. Estimativas indicam que irá demorar de 5 à 7 anos para que o Vista atinja a marca de cópias vendidas do XP.

As duas edições iniciais do Windows XP são o Windows XP Home Edition, para usuários domésticos, e o Windows XP Professional Edition, com recursos adicionais como o Domínio de Servidor do Windows e a utilização de 2 processadores além de ser designado a usuários experientes e empresas. No Windows XP Media Center Edition foram incluídos recursos adicionais de multimídia, como a possibilidade de gravar e assistir programas de televisão, ver filmes de DVD e ouvir música. O Windows XP Tablet PC Edition foi designado para rodar nas plataformas Tablet PC. Duas versões foram lançadas separadamente para computadores com processadores 64 bits, foram o Windows XP 64-bit Edition para processadores Itanium e o Windows XP Professional x64 Edition para processadores x86-64, em 2005 foi lançado, o Windows XP Starter Edition que é uma versão reduzida do sistema operacional da Microsoft, para tentar combater a pirataria e se tornar mais atrativo financeiramente.

O Windows XP tem melhor estabilidade e eficiência, comparado às outras versões do Windows. Uma diferença significante foi a da interface gráfica ter mudado do padrão cinza para um azul fosco. Esta é a primeira versão do Windows a usar um programa de validação de produto para combater a pirataria de software na qual foram barradas muitas atualizações a Windows não-originais. O Windows XP foi muito criticado por usuários devido a sua enorme lista de vulnerabilidades de segurança, as várias falhas do navegador Internet Explorer e do Windows Media Player, mas também foi muito elogiado por ser um dos sistemas mais bonitos e estaveis.

O Windows XP começou a ser desenvolvido em 1999, quando a Microsoft iniciou o projeto do Windows Neptune (Netuno), o que viria a ser a versão Home Edition do Windows 2000. O projeto foi cancelado e então se iniciou o projeto Whistler, do Windows XP. Muitas idéias do Neptune e do Odyssey (outra versão do Windows também cancelada) foram usadas no Windows XP.

Edições

As duas maiores versões do XP são a Home Edition, para usuários domésticos e a Professional, designada para empresas e usuários avançados. Outras derivações do Windows XP incluiam peças de Hardware limitadas e versões com recursos limitados vendidas na Europa e desenvolvidas para serem mais baratas.

O Windows XP Professional oferece um número maior de recursos em comparação com o Home Edition, incluindo:

  • A habilidade de poder usufruir do Domínio de Servidor do Windows, grupos de computadores que eram controlados remotamente por um ou mais servidores centrais.
  • Uma sofisticada lista de Controle de Acesso, na qual podia se especificar o uso de programas no computador usado para todos os usuários em circunstâncias normais. Os usuários usam outras ferramentas no Windows Explorer, ou reiniciam o computador em Modo de Segurança para modificar o acesso das listas de controle.
  • Servidor de Acesso Remoto, com a permissão de o usuário se conectar ao seu Windows por outro sendo este também o XP, na qual ele usaria a rede local ou a internet.
  • Pastas e arquivos offline, com a permissão automática de o PC restaurar e copiar para uma rede de computadores e trabalhar com ele desconectado da rede.
  • Sistema de Encriptação de Arquivos;
  • Serviços de Informação de Internet (IIS), servidores HTTP e FTP da Microsoft.
  • Suporte a duas unidades de processamento único (CPU).

Windows XP com hardware diferenciado

A Microsoft modificou o Windows XP para diferentes mercados. Cinco diferentes versões do XP foram desenvolvidas, duas somente para processadores 64 bits.

Windows XP 64-bit Edition

Essa versão foi especificamente designada para estações de trabalho Itanium. Essa versão foi descontinuada em 2005, após a HP, a última distribuidora desse tipo de sistema parar de vendê-los ao mercado de estações de trabalho.

Windows XP Professional x64 Edition

Não confunda com a versão anterior de 64-bit do XP, essa versão é baseada no Windows Server 2003 e suporta extensões x86-64 da arquitetura IA-32 da Intel. x86-64 é implementado pela AMD como “AMD64″, encontrados nos chips Opteron e Athlon 64 e implantado pela Intel como “Intel64″, encontrado nos processadores Pentium 4.

Windows XP Media Center Edition

Essa versão é designada para PC’s de centrais de mídia.Originalmente era designada com uma certa quantia de computadores. Em 2003 o Media Center Edition foi atualizada como “Windows XP Media Center Edition 2003″ com recursos adicionais como sintonização FM. Duas atualizações ocorreram, uma em 2004 e outra em 2005, quando a primeira versão foi lançada para Desenvolvedores de Sistemas.

Windows XP Tablet PC Edition

Especialmente designada para notebook/laptop chamado de Tablet PC, com tela sensível ao toque e outros recursos de telefonia portátil.

Windows XP Embedded

Versão especificada para consumidores eletrônicos, video-games, e Protocolo de Voz por Internet (VoIP).

Windows Fundamentals for Legacy PCs

Uma versão modificada do Windows XP, para rodar em máquinas mais antigas, mas com os mesmos recursos do XP Service Pack 2.

Windows XP Starter Edition

O Windows XP Starter Edition é uma versão de baixo custo do Windows XP avaliada para países em desenvolvimento como Tailândia, Turquia, Malásia, Indonésia, Rússia, Índia, Colômbia, Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Chile, México, Equador, Uruguai e Venezuela. Ele é muito similar ao Windows XP Home, mas está limitado com hardware específico, e só pode rodar 3 programas em 3 janelas por vez e outros recursos foram removidos ou desativados por padrão.

O acordo da Microsoft para lançar o Starter Edition é “uma introdução ao sistema operacional Windows XP de baixo custo designada primeiramente para Desktops de usuários em países emergentes.

Características

O Starter Edition inclui alguns recursos especiais para mercados aonde os consumidores não possuíam computador. Essa versão do XP é a mais básica, vindo a usar o padrão cinza dos Windows anteriores a ele. Muitos recursos como screensavers, efeitos de vídeo e outros foram removidos.

Muitas limitações foram incluidas nesse Windows para se distanciar das outras versões do XP. Somente três aplicações podem rodar no Starter Edition além de que só se pode abrir três janelas ao mesmo tempo. A resolução máxima da tela é 1024×768 e não suporta grupos de rede ou domínios. Também o Starter Edition está licenciado para trabalhar com processadores de baixo custo, como os Intel Celeron, e o AMD Duron. O limite da memória RAM é de 256 MB e o HD tem que ser no máximo de 80 GB.

Em 11 de Outubro de 2006, a Microsoft anunciou que foram vendidas 1,000,000 de unidades do Windows XP Starter Edition. Mas no mercado de varejo ele não obteve muito sucesso. Em muitos pontos de venda, foram encontradas muitas versões piratas do sistema.

Windows XP Edition N

Em Março de 2004, a Comissão Européia multou a Microsoft em € 497 milhões ($603 milhões de dólares) e ordenou à companhia que providênciasse as versões do Windows sem o Windows Media Player. A comissão concluiu que a Microsoft estava desrespeitando uma lei muito severa da União Européia que a acusava de estar monopolizando o mercado de vendas de sistemas operacionais para grupos de trabalhos, sistemas operacionais de servidores e mídia players. A Microsoft tentou apelar para a decisão, mas algum tempo depois lançou uma versão do Windows XP sem o Windows Media Player instalado para encorajar os usuários a usarem e baixarem outros mídia players. A Microsoft chamou esta versão de Reduced Media Edition, porém a UE sugeriu o nome Edition N, com o N significando “sem o Windows Media Player” para as versões Home e Professional do XP. Dois fatos incluíram a venda de Windows XP’s com o Media Player incluido, Dell, HP, Lenovo e Fujitsu - Siemens tiveram todo o estoque apreendido. Entretando a Dell comercializou essa versão normal por pouco tempo. Consumidores interessados pelo baixo preço, com 1500 unidades devolvidas aos vendedores, foram vendidas aos consumidores.

Recursos novos e atualizados

O Windows XP veio com uma gama de recursos muito maior do que os sistemas anteriores, incluindo:

  • Sequências rápidas de iniciação e hibernação;
  • A capacidade do sistema operacional desconectar um dispositivo externo sem a necessidade de reiniciar o computador.
  • Uma nova interface de uso mais fácil, incluindo ferramentas para desenvolver temas de escritórios.
  • Uma habilidade de alternância de contas de usuários, na qual quem está logado pode alternar em outra conta sem perder os arquivos.
  • O Clear Type é um mecanismo para dar realce e sombras a um texto, é especificamente adotado para monitores de LCD.
  • A funcionalidade da Assistência Remota, com a permissão de usuários se conectarem ao seu XP pela rede de internet e acessar seus arquivos e imprimi-los, executar aplicações e outros.
  • Suporte para rede DSL e Wireless.

Interface

O Windows XP conta com uma nova interface gráfica.
O Menu Iniciar e o campo de Pesquisa foram redesenhados e muitos efeitos visuais foram adicionados, incluindo:

  • Um retângulo azul translúcido no Explorer;
  • Uma marca d’água gráfica com os ícones das pastas, indicando o tipo de informação contida naquela pasta.
  • Novas camadas de efeitos para a Desktop.
  • A habilidade de travar a taskbar e outras barras de ferramentas para prevenir acidentais desconfigurações.
  • A fixação no Menu Iniciar, dos últimos e mais usados programas;

Sistema requerido

Segue abaixo a lista do sistema requerido para se rodar o Windows XP Home Edition e o Professional Edition;

Minimo Recomendado
Processador 233 MHz 300 MHz ou maior
Memoria 64 MB RAM (performace e outros recursos limitados 256 MB RAM ou maior
Adaptador de Vídeo e Monitor Super VGA (800 x 600) Super VGA (800 x 600) ou resolução maior
Espaço livre no HD 1.5 GB 1.5 GB ou mais
Drives CD-ROM CD-ROM
Controles Teclado e Mouse Teclado e mouse
Outros Placa de Som, Auto-falantes Placa de Som, Auto-falantes

Suporte e Service Packs

A Microsoft ocasionalmente lançou service packs para estas versões do Windows para corrigir problemas e adicionar novos recursos.

Service Pack 1

O Service Pack 1 (SP1) do Windows XP, foi lançado em 9 de Setembro de 2002. Os recursos mais notados foram o suporte a USB 2.0 e o Definir Acesso e Padrões do Programa. Primeiramente os usuários especificavam qual browser e qual mensageiro instatâneo eles usariam, com acesso aos programas da Microsoft. O Service Pack 1a foi lançado ultimamente para remover o Microsoft Java Virtual Machine de acordo com a Sun Microsystems.

O suporte do Service Pack 1 e Service Pack 1a acabaram em 10 de Outubro de 2006.

Service Pack 2

O Service Pack 2 (SP2) (de nome de código “Springboard”) foi lançado no dia 6 de Agosto de 2004, após detalhes severos, com ênfase na segurança. Anteriormente como nos outros service packs, o SP2 adicionou novas funcionalidades ao Windows XP, incluindo a instalação de um firewall, suporte à rede Wi-Fi com guia de introdução, bloqueador de pop-up no Internet Explorer, e suporte ao Bluetooth. Um dos maiores recursos de segurança adicionados foi o Windows Firewall que estava ativado por padrão, proteção avançada na memória e uma tecnologia chamada de NX Bit para proteger o processador de mais ataques virtuais; Além disso foi lançada a Central de Segurança do Windows um pacote de proteção que incluia o Firewall do Windows, a conexão com as atualizações automáticas e um anti-vírus que deveria ser instalado a parte.

Também o Windows Movie Maker 2 com uma nova interface, efeitos de vídeo e opções foram incorporadas ao programa.

Service Pack 3

O Microsoft Windows XP Service Pack 3 (SP3) começou a ser desenvolvido em Março de 2007, no site da Microsoft indicava-se “primeiro lançamento” marcado para 2008.

Há muita expectativa para o Service Pack 3, pois a Microsoft anunciou que irá mudar a aparência do Windows XP, para torná-lo parecido com o Windows Vista, ou seja, irá adicionar um tema de cores pretas para tornar o XP mais parecido com o Vista , esta versão é chamada popularmente de “Black Edition”.

O Service Pack 3 trará também, mudanças no Microsoft Windows Media Player, e no Windows Internet Explorer. Baboo - Mais detalhes sobre o Windows XP Service Pack 3, e também a possibilidade de inserir a chave do produto no final da instalação (tornando mais ágil a instalação do Windows XP) e a presença do NAP (Network Access Protection), existente no Windows Vista. Baboo - Novidades sobre o SP3 do Windows XP

Calendário de Desenvolvimento

O calendário do desenvolvimento do SP3 inclui um beta público durante o mês de setembro de 2007, novas versões betas no final do ano, e a versão final (RTM) para o primeiro semestre de 2008. Baboo - Novidades sobre o SP3 do Windows XP

Ciclo de Vida do Produto

O Suporte Técnico do Windows XP Service Pack 2 acabará 4 anos após o seu lançamento. O Windows XP estará disponível no mercado por um período de 12 á 24 meses após o lançamento do Windows Vista. Em 14 de Abril de 2009, o Windows XP entrará no período de “Suporte Extendido”, indo até o ano de 2014. O Windows XP sem Service Pack 2 se encontra sem suporte na qual a Microsoft já expediu suas datas de encerramento:

  • Windows XP RTM, sem Service Pack, finalizou o suporte dia 30 de Setembro de 2004.
  • Windows XP Service Pack 1 terminou o suporte em 10 de Outubro de 2006.
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Pivot || laptop

Posted on August 31st, 2008 in Uncategorized by admin

O termo Pivot pode significar:

  • Pivot (banda da Austrália)
  • Pivot (banda dos Estados Unidos)
  • Pivot point calculations currency market calculations
  • Pivot table in spreadsheet software
  • Pivot (irrigação), um sistema de siatribuição de água
  • Morrow Pivot and Morrow Pivot II, modelos de computador do tipo laptop
  • Syntactic pivot, the argument of the verb around which the sentence “revolves”
  • Pivotlog or Pivot, uma ferramenta freware de weblog para escrever em PHP
  • An element of the quicksort algorithm
  • A player position in the sport of roller derby
  • Pivotal Rockordings, a record label
  • A fulcro
  • Pivot Stickfigure Animator, stick-figure animation software
  • A pivot language is an artificial or natural language used as an intermediary language for translation.
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W-CDMA || laptop

Posted on August 31st, 2008 in Uncategorized by admin

W-CDMA, abreviação de Wide-Band Code-Divison Multiple Access, é a tecnologia 3G líder e é a única usada em UMTS. É uma tecnologia de interface de rádio de banda larga que provê velocidades de dados muito superiores - até 2 Mbit/s. Permitirá o uso mais eficiente do espectro de rádio, se comparado a outras técnicas de rádio disponíveis hoje.

Com taxas de velocidades de transmissão de dados até 100 vezes superiores às taxas das redes móveis de hoje, sistemas W-CDMA habilitam uma nova geração de serviços que misturam diferentes elementos de mídia, incluindo voz, vídeo, som digital, cor, imagens e animações.

Ele foi projetado desde o início para tratar serviços de multimídia que demandam grande largura de banda, ou seja, serviços de Internet móvel. Estes serviços serão acessados por parte dos usuários através de uma grande variedade de aparelhos, incluindo telefones móveis, PDAs, palm pilots e laptops.

Foi adotado como padrão pelo ITU (União Internacional de Telecomunicação) com o nome de “IMT-2000 direct spread”.

Uma evolução ao padrão W-CDMA é o chamado HSDPA, que proporciona velocidades da ordem de 10Mbit/s no enlace direto, exclusivamente para transmissão de dados.

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OLSR || laptop

Posted on August 30th, 2008 in Uncategorized by admin

OLSR é um protocolo do roteamento para redes de dados sem fio móveis do tipo Ad-hoc.

OLSR significa em inglês Optimized Link State Routing Protocol.

Como funciona o DHCP em uma rede OLSR

Usando o Firmware do grupo Freifunk de Berlim é possível alocar automaticamente endereços IP a computadores via DHCP para computadores portáteis/laptops que estão perto de um roteador WRT54G, sendo assim possível navegar pela Internet usando a tecnologia Wi-Fi. Para poder usar o DHCP, necessita-se reservar um bloco de números IP. Usando esta “configuração básica”, não é necessário para um computador portátil ter o OLSR instalado. O roteador WRT54GL se converte em um gateway para o laptop/computador portátil e é responsável pela tradução do tráfego de dados que gera o computador portátil.

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Alan Kay || laptop

Posted on August 30th, 2008 in Uncategorized by admin

Alan Curtis Kay (Springfield, Massachusetts, 17 de maio de 1940) é um dos inventores da linguagem de programação Smalltalk e um dos pais do conceito de programação orientada a objetos, que lhe valeu o Turing Award em 2003. Também, concebeu o laptop e a arquitetura das modernas interfaces gráficas dos computadores (GUI).

Infância e Adolescência

Logo após o seu nascimento, sua família mudou-se para a Austrália, onde moraram por alguns anos, até que se mudaram novamente para os Estados Unidos, em função da ameaça de invasão japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Quando comecei a frequentar a escola, já tinha lido umas centenas de livros. Sabia, nos primeiros anos escolares (first grade), que estavam mentindo para mim, porque já conhecia outros pontos de vista. A escola é, basicamente, um ponto de vista — aquele que o professor tem ou que os livros texto têm. Eles não gostam da idéia de haver pontos de vista diferentes, então era uma batalha. É claro que começava a falar com a minha voz de um garoto de cinco anos de idade”

Início da Vida Acadêmica

Enquanto estudava na Universidade de Utah, aprendeu sobre o inovador programa chamado Sketchpad e começou a programar em Simula. Tomando emprestado os conceitos desses sistemas, como também dos seus conhecimentos em Biologia e Matemática, formulou sua “analogia algébrico-biológica”. Kay lançou o postulado de que o computador ideal deveria funcionar como um organismo vivo, isto é, cada “célula” comportar-se-ia relacionando-se com outras a fim de alcançar um objetivo, contudo, funcionando de forma autônoma. As células poderiam também reagrupar-se para resolver um outro problema ou desempenhar outras funções.

Influência de Seymour Papert

No outono de 1968, Kay teve o seu primeiro encontro com Seymour Papert, no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, e ficou interessado na linguagem LOGO. Toda a concepção de Kay sobre o papel do computador na sociedade foi mexida, quando ele viu Papert e seus colegas ensinando crianças a programar em LOGO.

“Em 1968, vi duas ou três coisas que mudaram minha noção de computação por completo. A maneira como pensávamos sobre isso era a de Doug Engelbart, que o mainframe era como uma estrada de ferro, a qual pertencia a uma instituição que decidia o que e quando você poderia fazer algo. Engelbart seguiu as idéias de Henry Ford. Um computador pessoal era visto nos anos de 1960 como se fosse um automóvel. Em 1968, vi o primeiro trabalho de Seymour Papert com crianças usando LOGO, e vi o primeiro bom sistema de reconhecimento de caracteres manuscritos na Rand. Era um sistema fabuloso. E isso teve uma grande influência sobre mim porque havia algo intuitivo. Quando combinei esse sistema com a idéia de crianças usando-o, surgiu para mim o conceito de um computador como sendo mais do que uma supermídia. Seria algo mais como um superpapel.”

Em 1968, após visitar Seymour Papert, começa a pensar sobre um computador do tamanho de um livro que poderia ser usado para substituir o papel. Kay percebe que esse dispositivo seria especialmente útil para as crianças. Essa idéia o estimulou a construir um modelo de um computador portátil que viria a ser um laptop. Mais tarde, em 1970, Kay projetou um dispositivo, chamado por ele de “KiddiKomp”, que era um computador portátil barato com uma tela de CRT a fim de avaliar a computação móvel.

Projetos

Após escrever uma tese sobre orientação a objetos gráfica e receber o título de Ph.D. na Universidade de Utah, ele passou dois anos como pesquisador no Laboratório de Inteligência Artificial de Stanford. Durante este período, Kay se envolveu, entre outras coisas, com projeto de linguagem de programação. Também, passou algum tempo ensinando.

Era Xerox PARC

Kay começou como consultor na Xerox PARC, em setembro de 1970, e passou a ser pesquisador da empresa em 1971. Envolveu-se com o projeto da linguagem de programação Smalltalk durante 1971-72 e passou a usar Smalltalk num contexto educacional. Crianças foram postas em contato com computadores e tiveram suas reações analisadas. Junto com os seus colegas da PARC (influenciado pelas psicologias desenvolvimental e cognitiva de Jean Piaget e Jerome Bruner), Kay concluiu que as crianças aprendiam melhor através da progressão a partir de um envolvimento cinético, passando por imagens e configurações até chegar ao uso de representações abstratas e simbólicas. Foi esta pesquisa que motivo o uso intenso de gráficos e animações no desenvolvimento da linguagem Smalltalk. Algumas das crianças que tiveram contato com Smalltalk tornaram-se aptas a usá-lo e, destas, algumas chegaram a desenvolver sozinhas programas complicados.

O projeto Smalltalk foi influenciado pela analogia de Kay baseada em princípio biológicos e algébricos. Ela idealiza entidades individuais, ou células, que se comunicam entre si pela troca de mensagens. De certa forma, a linguagem Smalltalk pode ser considerada como a mãe das linguagens orientadas a objetos.

Enquanto liderava esse projeto na PARC, Kay contribuiu para o desenvolvimento da Ethernet, impressora laser e o modelo de rede cliente-servidor.

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Teclado chiclete || laptop

Posted on August 30th, 2008 in Uncategorized by admin

Teclado chiclete é a gíria para um teclado de computador construído com uma matriz de pequenas teclas chatas, retangulares ou em formato de losango, que lembram borrachas ou pedaços de chiclete. O termo veio de “Chiclete”, a marca comercial de um tipo de goma de mascar.

Os vendedores apreciavam sobremaneira o teclado chiclete porque ele era barato de produzir. Muitos dos primeiros computadores domésticos (particularmente o ZX Spectrum), computadores portáteis e laptops foram equipados com ele. Todavia, os consumidores o rejeitaram quase que em unanimidade, embora não fosse tão desagradável de manejar quanto os teclados de membrana. Desde meados dos anos 1980, teclados chiclete têm sido restringidos a produtos eletrônicos de baixo custo, tais como calculadoras de bolso, PDAs baratos e muitos tipos de controles remotos.

A expressão “teclado chiclete” não é utilizada em todos os países. Por exemplo, no Reino Unido (onde a marca Chiclets não é vendida), o termo corrente é dead-flesh keyboard (teclado de carne morta, da sensação passada pelas teclas) ou simplesmete, rubber-keyed keyboard (teclado de teclas emborrachadas). Na Noruega, o termo eraser keyboard (teclado de borracha) era comumente utilizado (visto que as teclas lembravam borrachas de apagar lápis).

Ver também: teclado

Referências

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Samsung || laptop

Posted on August 30th, 2008 in Uncategorized by admin

A Samsung é uma das maiores empresas da Coréia do Sul e a líder mundial em diversos ramos da indústria eletrônica. Atual patrocinadora do time brasileiro Sport Club Corinthians Paulista, além de importantes equipes do futebol europeu, como o Chelsea Football Club, da Inglaterra, entre outras.

A Samsung é a segunda maior produtora de navios do mundo, só ficando atrás da também coreana Hyundai. Foi a empresa que lançou a primeira TV de Plasma no mundo e o 1º celular com câmera do mundo (2000). No ramo de eletrônicos hoje em dia é a companhia com maior valor de mercado do mundo, ganhando da japonesa Sony.

A Samsung vem se destacando na área de inovação de produtos eletrônicos por que seu investimento em pesquisa e desenvolvimento chega a bilhões de dólares. Lançou tecnologias como o Biovision no passado e o Dnle no presente para telas de televisão. Além de ser inovadora em nanotecnologia para eletrodomésticos.

É um importante fabricante de circuitos integrados e componentes de informática tais como: Monitores, Memórias RAM, laptops, Disco Rígidos (HD), etc. Setor em que é o maior produtor de memória do mundo e o 2º maior de chips. Neste ano lançou memória flash de 64 giga bytes de apenas 1.8 polegadas que irá substituir o HD. O Ipod utiliza esta tecnologia da Samsung.

Tem presença marcante também na fabricações de telefones, é a 2ª maior produtora de celulares do mundo, passando a Motorola.celulares.

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Mars Exploration Rovers || laptop

Posted on August 30th, 2008 in Uncategorized by admin

A missão Mars Exploration Rovers

A missão Mars Exploration Rovers ou Veículos Exploradores de Marte, consiste no envio a Marte pela NASA, de dois pequenos veículos (rovers) geológicos gêmeos, equipados com diversos instrumentos modernos de exploração do meio ambiente, capazes de se locomover sozinhos em Marte, a fim de procurar respostas sobre a existência de água, no passado remoto de Marte.

Cada veículo foi transportado em seu próprio foguete e pousaram na região equatorial de Marte, no espaço de alguns dias de diferença, um em cada lado do planeta.

Os veículos (rovers) foram denominados de Spirit e Opportunity.

O veículo Spirit foi lançado em 10 de junho de 2003 e o veículo Opportunity foi lançado em 7 de julho de 2003.

Spirit pousou em Marte em 3 de Janeiro de 2004 e o Opportunity pousou em 24 de janeiro de 2004, horários UTC.

A missão Mars Exploration Rover é parte do programa de exploração de Marte pela NASA, sob os cuidados do Laboratório de Jato-propulsão - JPL em um programa de longa duração para a exploração robótica de Marte.

Objetivos da missão

O principal objetivo dos veículos é explorar as rochas e os solos de Marte a procura de indícios da existência de água em Marte.

Os veículos pousaram em lados opostos de Marte em regiões que se supõe que tenham sido afetadas pela ação da água. Spirit pousou na região denominada de Cratera de Gusev , onde no seu interior, possivelmente tenha existido um lago.

Opportunity pousou em uma região denominada deMeridiani Planum, onde aparentemente depósitos de minerais teriam sido formados devido a ação da água, como a hematita, sugere que a região teve um passado úmido.

Após um pouso controlado com o auxílio de airbags e de retrofoguetes, cada veículo desceu de seu aterrizador e caminhou pelo solo de Marte, tirando diversas fotos.

Os cientistas analisam estas fotos, escolhem as rochas e solos mais interessantes para serem geologicamente estudados e orientam os veículos a se dirigirem aos seus alvos de pesquisa.

Globalmente as missões enviadas a Marte visam:

  • Determinar se houve vida no passado de Marte.
  • Estudar o clima de Marte.
  • Estudar a geologia de Marte.
  • Preparar caminho para a exploração humana.

Início do programa de exploração de Marte

A NASA já realizava em 1999, diversos testes com veículos exploradores no deserto de Mojave, pois o local se assemelha com as condições encontradas em Marte. Com o nome de FIDO (Field Integrated Design and Operations), foi construído um veículo protótipo que se movia sem a ajuda de controladores da Terra e que transportava um conjunto de instrumentos geológicos.

Em 28 de julho de 2000, a NASA anuncia o plano de enviar um veículo a Marte para 2003 e deixa em aberto a possibilidade de um segundo veículo, também acompanhar o primeiro.

Em 10 de agosto de 2000, a NASA anuncia a intenção de enviar dois veículos exploradores a Marte em 2003, com o nome de missão Mars Exploration Rovers, dando continuidade aos estudos iniciado pela missão Mars Pathfinder, que levou o mini-veículo Sojourner, a superfície de Marte em 1997.

Site da NASA sobre a missão Mars Pathfinder

A NASA posteriormente confirmou além do envio dos dois veículos, mais o lançamento de uma poderosa sonda orbital, a Mars Reconnaissance Orbiter para o ano de 2005.

Marte

Características físicas: Diâmetro médio de 6.780 km, metade do tamanho da Terra. Tem 1/10 da massa da Terra. Gravidade apenas 38% da força da gravidade da Terra. Não foi detectado nenhum grande campo magnético.

Órbita: É o quarto planeta que órbita o Sol. Esta 1,5 mais distantes do Sol que a Terra. Período de revolução de 687 dias terrestres. Período de rotação de 24 h, 39 min e 35 s. Pólos inclinados a 25º criando estações do ano semelhantes a da Terra.

Meio ambiente: Atmosfera composta de dióxido de carbono (95,3%), nitrogênio (2,7%) e argônio (1,6%). Pressão da atmosfera menos de 1/100 da média da Terra. Ventos de 40 m/s. Temperaturas variando de -53ºC a 27ºC.

Luas: Possui duas luas irregulares, cada uma com alguns quilômetros de tamanho. A maior se chama Fobos e a menor Deimos, nomes vindos da mitologia grega.

Veículo de lançamento

O Spirit usou a versão padrão do foguete Delta II 7925, que foi lançado em 10 de junho de 2003. O Opportunity necessitou de mais energia para chegar a Marte. Ele usou o foguete Delta II 7925-H, lançado em 7 de julho de 2003, onde o H significa versão mais potente.

O foguete Boeing Delta é um lançador descartável. Apenas é utilizado uma única vez. (Expendable Launch Vehicles (ELVs))

A cada 26 meses, a Terra, Marte e Sol se alinham em uma posição no céu que é a que vai requerer o menor consumo de combustível para o foguete ou fisicamente falando, requerer menos energia para chegar a Marte.

A quantidade de energia necessária em cada lançamento é um pouco diferente, pois existe diferença nas distâncias entre a Terra, Marte e o Sol.

Spirit foi programada para ser lançado entre 30 de maio e 16 de junho.
Opportunity foi programado para ser lançado entre 25 de junho e 12 de julho.

O período de lançamento do Spirit é o que vai utilizar menos energia para chegar a Marte. Opportunity vai gastar mais energia. Os dois veículos não puderam ser lançados simultaneamente, pois não havia local de lançamento disponível e pessoal suficiente para gerenciar ambos os lançamentos.

As sondas percorrerão a distância de 460 milhões de km, entre a Terra e Marte.

Dimensões da sonda: 2,65 m de diâmetro, 1,6 m de altura.
Dimensões dos veículos: 1,5 m de altura, por 2,3 m de largura e 1,6 m de profundidade.

Peso: 1.062 kg no lançamento, sendo que 174 kg é o peso do veículo, 365 kg do aterrizador, 198 kg são da estrutura de cruzeiro da sonda, com 52 kg de propelente.

Entrada, descida e aterrisagem

15 min antes de atingir a atmosfera de Marte, a cápsula que continha os veículos exploradores, se desprendeu de sua nave de cruzeiro. Esta cápsula inicia uma viagem de 4 minutos na atmosfera de Marte, a 5,4 km/s onde a fricção causará um aumento de temperatura de 1.400º Celsius.

A 8,5 km de altitude, com a velocidade em torno de 430 m/s, os pára-quedas se abrem. Em dois minutos a sonda deverá atingir o solo, porém um conjunto de etapas cruciais vai acontecer.

Vinte segundos depois da abertura dos pára-quedas, a parte inferior do escudo térmico-mecânico é ejetado. Dez segundos depois o aterrizador inicia sua descida de 20 metros da parte superior do escudo térmico, ainda preso ao pára-quedas por meio de um cordão.

Um radar na parte inferior do aterrizador, inicia a emissão de pulsos, para determinar a sua altitude. Quando o radar detectar que está a 2,4 km de altura, três fotografias serão tiradas do solo, em intervalos de 4 s. O sistema denominado de Descent Image Motion Estimation Subsystem (DIMES), automaticamente as analisará para determinar sua velocidade horizontal.

Três pequenos foguetes transversais fixados na parte superior do escudo térmico, vão contrabalançar a ação dos ventos horizontais ou do balanço excessivo do pára-quedas. O aterrizador estará a 35 segundos de seu pouso.

Devido ao peso do veículo explorador, a área do pára-quedas desta missão, foi 40% maior que o pára-quedas do Mars Pathfinder.

Oito segundos antes do pouso, os airbags se inflam. São inflados 24 airbags, que envolvem o veículo. Cheios, a estrutura atinge 5,5 metros de altura.

Dois segundos depois, três outros foguetes principais são acionados, para diminuir a velocidade de queda. Três segundos depois, quando a velocidade de queda for zero e o solo estiver entre 10 a 15 m de distância, o aterrizador envolvido por airbags deverá se soltar dos pára-quedas e do escudo térmico superior.

Os airbags foram feitos de material sintético muito resistente chamado vectran. Cada airbag possuía uma dupla camada deste tecido, a fim de resistir a grande velocidade de impacto e ao terreno que viesse a encontrar.

Assim o conjunto se choca com o solo, várias vezes. Vinte minutos depois os airbags se desinflarão se a pétala-base ficar para baixo. 35 minutos para desinflar, se a pétala-base ficar de lado. Desinflados os airbags, cada veículo deverá abrir seus painéis solares e bater fotos das imediações, além de passar uma semana de testes, antes de sair andando de sua base ou do aterrizador.

  • Determinar a distribuição espacial e a composição dos minérios, rochas e solos nas vizinhanças dos sítios de pouso.
  • Determinar a natureza geológica da superfície local, seja morfologicamente e quimicamente.
  • Nos minerais que contenham ferro, identificar e quantificar aqueles tipos que contenham água ou hidróxidos.
  • Estudar as camada e texturas dos minerais dos diferentes tipos de rochas e solos e analisa-los sob o contexto geológico.
  • Extrair das rochas estudadas, informações sobre o meio ambiente passado, quando a água estava presente e se houve o desenvolvimento de vida.

Resumo dos instrumentos científicos

Os instrumentos científicos dos veículos exploradores transportam, são equipamentos de alta tecnologia, destinados a recolher diversas informações sobre o meio ambiente de Marte. São eles:

  • Câmeras

    • Câmera Panorâmica (Pancam) ou também chamada Estéreo.
    • Câmera Microscópica (Microscopic Imager (MI))
    • Câmeras de Engenharia: tecnicamente denominadas de Hazcams e Navcams
  • Espectrômetros

    • Mini-espectrômetro de Emissão Térmica (Miniature Thermal Emission Spectrometer (Mini-TES))
    • Espectrômetro Mössbauer (Mössbauer Spectrometer (MB))
    • Espectrômetro de Partículas de Raio-X (Alpha Particle X-Ray Spectrometer (APXS))
  • Perfuratriz

    • Ferramenta de Abrasão (Rock Abrasion Tool (RAT))
  • Imãs

    • Medição do magnetismo da poeira.

Detalhamento dos instrumentos científicos

Câmera Panorâmica (Pancam)

Uma câmera estéreo ou também denominada Câmera Panorâmica (Pancam), permite a obtenção de imagens coloridas, semelhantes às vistas pelo olho humano e em três dimensões, porque utiliza dois conjuntos de câmeras, situadas 30 cm uma da outra e que funcionam paralelamente.

Esta câmera roda 360* pois está apoiada no alto de uma torre cilíndrica de 1,5 m de altura (denominado de Pancam Mast Assembly (PMA)) e consegue obter imagens de toda a paisagem de Marte. A câmera também consegue se mover para cima e para baixo em um ângulo de 180º, em torno do ponto onde se apóia.

Esta altura de 1,5 m é semelhante à altura dos seres humanos, conseguindo desta maneira, dar a exata visão da paisagem que as pessoas veriam se lá estivessem.

A câmera pode gerar um conjunto de diversas imagens superpostas em suas bordas denominada de mosaicos, que juntadas fornecem uma ampla visão de toda a vizinhança, com 4.000 pixels de altura e 24.000 pixels na horizontal. Os detectores da Pancam são de CCDs (charge coupled devices). Este equipamento monta a imagem tal como um filme comum de câmera fotográfica.

Cada olho da Pamcam possui um conjunto de 14 filtros que permite que ela obtenha imagens de vários comprimentos de ondas. Isso permite saber mais sobre a composição dos minerais encontrados nas rochas e solo de Marte.

Os filtros azuis e infravermelhos permitem obter imagens do Sol. Estes dados juntamente com as imagens do céu, em vários comprimentos de ondas, ajudam a determinar a posição do veículo bem como de obter informações sobre a poeira dispersa na atmosfera de Marte.

Esta câmera permite que os cientistas escolham qual rocha ou solo a analisar em detalhes, e fornecem informações sobre a superfície, sua textura e morfologia e permite observar a existência de antigos fluxos de água.

Quatro câmeras de controle de direção (Hazard Avoidance Cameras)

Montados na parte inferior do veículo, duas na frente e duas atrás. Elas são câmeras que enxergam a luz visível e que geram fotos em branco e preto, criando uma imagem tridimensional da área próxima ao veículo. Estas imagens permitem garantir que caso o veículo perca a direção, não colida com algum obstáculo a sua frente. Também são utilizadas para guiar o veículo por um caminho seguro.

As câmeras têm um campo de visão de 120º. Montam uma imagem da região a sua frente, enxergando até 3 m de distância.

Duas câmeras de navegação (Navigation Cameras)
Montadas aos lados das Pancam, enxergam em branco e preto e usam a luz visível para montar uma imagem tridimensional. Cada câmera tem um campo de visão de 45º e ajudam os cientistas a estabelecer o caminho que o veículo deva seguir. Elas trabalham em cooperação com as Hazcams, fornecendo informações complementares das vizinhanças do veículo.

Câmera Microscópica (Microscopic Imager (MI))
Trata-se da combinação de uma câmera microscópica com um leitor CCD, que fornece imagens em pequenas escala, das rochas e solos de Marte. Auxilia na complementação das pesquisas feitas por outros instrumentos, fotografando de perto uma rocha em seu estado natural, ou após ter sido limada pela ferramenta de abrasão.

A câmera microscópica é um dos quatro instrumentos montados no braço móvel do veículo. Seu campo de visão é de 1024 x 1024 pixels e utiliza somente um filtro e tira apenas fotos em branco e preto.

Ferramenta de Abrasão (rock abrasion tool (RAT))

Cada veículo dispõe de uma Ferramenta de Abrasão, destinada a escovar e raspar as rochas a fim de eliminar a poeira que as cobre e revelar o conteúdo interno das rochas, para permitir que os espectrômetros possam corretamente avaliar o conteúdo das rochas de Marte, além de obter fotos microscópicas do local limado.

Desta forma os cientistas podem comparar o interior de uma rocha com o seu exterior e avaliar ação do meio ambiente sobre esta rocha.

A ferramenta de abrasão é uma poderosa perfuratriz, capaz de criar um buraco de 45 milímetros de diâmetro e 5 milímetros de profundidade, em média.

Ela está localizada no braço móvel do veículo. Pesa 720 gramas e utiliza um conjunto de três motores para limar a rocha. Dois motores operam em alta velocidade e estão fixados nas bordas de um disco que roda em uma velocidade menor e desta forma, à medida que o disco gira, os dentes dos dois motores velozes vão limando a rocha.
A perfuratriz tem a capacidade de perfurar uma rocha vulcânica em duas horas.

Base Magnética ou imã (Magnet Arrays)

A poeira domina toda a paisagem de Marte. E ela é altamente magnética. Minerais magnéticos transportados pela poeira, podem ser remanescentes do passado de Marte, quando se supõem que existia a água.
A análise periódica destas partículas e de seus padrões de acumulação nos elementos magnéticos do veículo pode revelar a história geológica do planeta.

Cada veículo dispõe de um conjunto de três bases magnéticas, que coletam a poeira em suspensão para ser analisada pelos seus instrumentos.

Uma das bases magnéticas está localizada na ferramenta de abrasão. Quando a mesma lima uma rocha, a base recolhe o pó e a analisa.

A segunda base magnética está localizada na frente do veículo em uma posição em que todas as partículas não-magnéticas caiam de sua superfície de estudo.
Esta base poderá ser atingida pelo Mössbauer ou espectrômetro de raio-X e partículas alfas, para também poderem analisar sua composição.

A terceira base magnética está localizada no topo do veículo para ser vista pela câmera Pancam. Esta base magnética é forte o suficiente para captura a poeira magnética em suspensão.

Espectrômetros

O espectrômetro é um instrumento que separa uma radiação policromática nos seus componentes monocromáticos e permite medir os comprimentos de onda destes sem registrá-los numa chapa fotográfica.

A função de um dos espectrômetros é identificar mineral à distância, mais propriamente denominado de Espectrômetro de Emissão Termal em Miniatura.

Os outros dois espectrômetros são: o Espectrômetro de Raio-X e Partículas Alfas, que auxilia na determinação dos elementos químicos que compõem uma rocha.

E o Espectrômetro Mössbauer, que fornece informações sobre o arranjo dos átomos de ferro numa estrutura mineral cristalina dentro de uma rocha.

Ambos são montados no braço robótico do veículo, para examinar mais de perto, a composição de rochas e de solos.


Espectrômetro de Raio-X e Partículas Alfas (Alpha Particle X-Ray Spectrometer (APXS))

Destina-se a determinar a composição química das rochas e solo de Marte, usando o raio-X e as partículas alfas.
As partículas alfas são emitidas durante a decaída radioativa. Raio-X são um determinado tipo de radiação eletromagnética, tal como a luz ou as microondas. Ele utiliza o cúrio 244, como sua fonte de irradiação.

Este espectrômetro carrega uma pequena fonte de partículas alfa. Essas partículas são emitidas pela fonte, colidem com a amostra e retornam de volta a um detector no espectrômetro, e juntamente se processa também a emissão de raio-X, sobre a amostra a ser analisada.

A medição de ambas as energias, ajudam a determinar a composição do material analisado.

A maioria das medições é feita à noite, pois exigem pelo menos 10 horas de estudos, embora o raio-X exija apenas algumas horas de funcionamento.

O espectrômetro de raio-X e partículas alfas é um dos quatro instrumentos montados no braço móvel do veículo e foi construído na Alemanha.


Espectrômetro Mössbauer (Mössbauer Spectrometer (MB))

Muitos dos minerais que compõem as rochas de Marte contêm o elemento ferro, e o solo é rico em ferro. O espectrômetro Mössbauer é um instrumento especialmente feito para estudar os minerais que contenham o ferro.

Como o instrumento é especializado, ele pode determinar a composição e a abundância deste mineral, com um elevado nível de precisão. Desta forma ajuda a entender as propriedades magnéticas da superfície dos minerais.

O espectrômetro Mössbauer é um dos quatro instrumentos montados no braço móvel do veículo. Para realizar suas medidas, basta apenas colocar seu sensor em contacto com a rocha. Cada medição deste espectrômetro leva cerca de 12 horas. Foi construído na Alemanha e utiliza duas peças de cobalto 57, como suas fontes de irradiação.


Espectrômetro de Emissão Termal em Miniatura
(Miniature Thermal Emission Spectrometer (Mini-TES))

Mini-TES é um espectrômetro de raios infravermelhos que pode determinar as características minerais das rochas e solos de Marte à distância, detectando os padrões de emissão de radiação térmica. Ele enxerga 167 cores que ajudam a reconhecer carbonatos, silicatos, moléculas orgânicas e minerais formadas pela água.

Qualquer objeto quente emite calor, mas objetos distintos emitem quantidades diferentes de calor. Esta variação auxilia na identificação dos minerais de Marte.
Desta forma os cientistas entenderão a capacidade das rochas e solos de Marte em absorver o calor e a variação de sua temperatura ao longo do dia..

Mini-TES poderá observar a atmosfera de Marte, obter informações sobre temperatura, vapor de água e quantidade de poeira no ar. Estes dados serão comparados com as informações obtidas pelo espectrômetro térmico do Mars Global Surveyor, quando a sonda estiver orbitando sobre o sítio do veículo explorador.

Mini-TES pesa 2,1 kg e está localizado um pouco abaixo da Pancam. Neste ponto o aparelho pode ter a mesma visão que a Pancam tem das vizinhanças. O Mini-TES olha para um lado e a Pancam olha para outro lado.

Calibração

O espectrômetro Mössbauer, usa uma pequena fatia de magnetita como ponto de calibração de seu sensor. O espectrômetro de raio-X e partículas alfas, usam uma placa interna como referência, quando é guardado e vedado para não sofrer a ação da poeira de Marte. O Mini-TES possui dois pontos de calibração. Um interno no seu ponto de recolhimento e outro externo fixado no veículo explorador. A câmera panorâmica aponta para um padrão ou uma espécie de relógio do sol (sundial), situado na parte superior posterior do veículo, para a sua calibração de cor e de brilho.

Tecnologias embutidas nos veículos exploradores

Energia

O veículo Sojourner dispunha de um único e pequeno painel solar fixo, que fornecia a energia necessária ao seu funcionamento, isso na missão Mars Pathfinder de 1996.

Tal como na missão Mars Pathfinder, a missão Mars Exploration Rovers, os veículos são alimentados por painéis solares. Eles foram dotados de “asas”, onde sobre quais se apóiam alguns de seus painéis solares, que absorvem a luz do Sol e a transformam em energia elétrica.

Quando do pouso do Spirit e do Opportunity em Marte, a medida que os airbags murcham, as três asas ou painéis móveis dos veículos se abrem, assumindo a forma semelhante a de um pássaro de asas abertas, fim de se travarem em sua posição final e de coletar a energia do Sol.

Uma outra inovação aplicada aos veículos, foi na construção das células solares. Elas foram feitas em três camadas de gâlio-arsenieto (sal binário que contém arsênio mais um metal), já anteriormente utilizados pela NASA na missão Espaço Profundo 1 (Deep Space 1 mission).

Estas células são usadas pela primeira vez em Marte e são capazes de produzir mais energia elétrica que as células comuns usadas no Sojourne, melhor carregando as baterias recarregáveis de lítio dos veículos exploradores.

O veículo Sojourner da missão Pathfinder, dispunha de uma bateria de lítio de 40-amperes-hora. A missão Mars Exploration Rovers levam duas baterias de lítio de 8-amperes-hora. Durante a fase inicial de suas pesquisas, os painéis solares devem ser capazes de produzir 900 watt-horas de energia por dia de Marte ou sol. Na fase estendida da missão, espera-se que os painéis forneçam 410 watt-horas por dia de Marte.

Como os veículos deverão pousar na faixa equatorial de Marte, espera-se que sempre obtenham energia solar suficiente para as suas explorações.

Comunicações

Os veículos exploradores transmitem a maioria dos dados científicos recolhidos para as duas atuais sondas orbitais de Marte, a Mars Odyssey e a Mars Global Surveyor e estas finalmente para a Terra.

Os dados são transmitidos via UHF, no intervalo de 16 minutos, tempo que cada sonda leva para ir de um horizonte a outro horizonte, onde veículos e as sondas trocam efetivamente informações por 10 minutos.

A sonda Mars Odyssey consegue enviar inacreditáveis 85% dos dados (76 Megabits) coletados de ambos os veículos. A sonda irmã Mars Global Surveyor, consegue enviar 8% dos dados (6 Megabits). Quatro por cento (3 Megabits) de dados são enviados diretamente a Terra através da freqüência de raio-X.

As sondas orbitais dispõem de maior capacidade de transmissão pela freqüência de raio-X, de forma que conseguem transmitir mais rapidamente os dados para a Terra.

Esta velocidade é muito importante, pois as grandes antenas da Rede de Espaço Profundo (Deep Space Network), são destinadas a receber os dados, e devem enviar de volta as novas instruções aos veículos e o tempo disponível é limitado.

Aviônica

Aviônica são os equipamentos eletrônicos destinados a operar os veículos e seus subsistemas.

No centro do veículo estão guardados os equipamentos eletrônicos mais importantes que controlam o movimento dos veículos e o uso dos instrumentos científicos.

O centro do veículo é uma estrutura altamente protegida denominada de Caixa Eletrônica Aquecida (Warm Electronics Box), onde se procura manter aquecidos os sensíveis equipamentros eletrônicos dos veículos.
Esta caixa envolve o Módulo Eletrônico do Veículo (Rover Electronics Module), situado no centro do veículo. Dentro do módulo está o computador de bordo do sistema e ele é tão poderoso quanto o computador de um laptop de alto nível.

A caixa tem suas paredes pintadas de ouro para auxiliar a manter os equipamentos vitais aquecidos, quando nas madrugadas marcianas a temperatura atinge os -96º Celsius (ou -140º Fahrenheit).

Uma camada de aerogel reveste esta caixa. Um material único, altamente leve e de baixa densidade, altamente refratário, semelhante a uma “fumaça sólida”, serve de isolante e ajuda manter o calor recebido durante o dia durante as madrugadas externamente frias de Marte.

Ambos os computadores do Spirit e do Opportunity, consistem em um microprocessador Rad 6000 de 32 bits, que realiza 20 milhões de instruções/s. O computador do veículo regularmente checa todos os demais componentes eletrônicos, a fim de verificar se estão funcionando perfeitamente e reportar estes dados para a equipe da Terra.

A memória RAM (random access memory) do sistema tem 128 megabytes de tamanho, com o apoio de 256 megabytes de memória tipo flash e mais uma pequena quantidade de memória não volátil, que permite manter certa quantidade de dados sem consumir energia. A sua memória é 1.000 mais velozes que a memória do Sojourner da missão Pathfinder.

O veículo dispõem de um Sistema Inercial de Medição (The Inertial Measurement Unit), que avalia a inclinação do veículo e o ajuda a realizar movimentos precisos.

Sistema de Navegação

A dupla de veículos exploradores está mais bem equipada para andar com mais segurança no solo de Marte. Um sistema combina software e hardware, desenvolvido pela Carnegie Mellon University, permite ao veículo desviar dos obstáculos e seguir por um caminho seguro.

Quando os veículos andam por si mesmos, eles recebem comandos indicando para onde devam se dirigir, eles avaliam as condições topográficas do terreno a partir de imagens em estéreo e escolhem o melhor caminho a seguir. Eles vão se desviando dos obstáculos e das valas que virem a sua frente.

O objetivo desta navegação é de aumentar a distância percorrida diariamente pelos veículos, sem exigir sucessivas intervenções do comando da Terra.

Ainda existe um motor estabilizador, que controla os motores das rodas e da escova da ferramenta de abrasão, a fim de estabilizar o veículo.

As rodas dos veículos têm aproximadamente 26 cm de diâmetro e são constituídas de uma estrutura espiral interna flexível denominada solimide que absorve os choques e evita que a trepidação seja transferida ao resto do veículo.

Os veículos dispõem de um apurado sistema de medida de distância. Trata-se de um sistema de hodômetro visual.

Os veículos andam sobre rocha e areia e eventualmente suas rodas deslizam.
Para avaliar a real distância percorrida, o sistema compara fotos tiradas em curtos intervalos de tempo procurando por pontos de referência, como rochas, marcas das rodas dos veículos, por dunas de areia, combinando imagens em estéreo para informar a real distância percorrida.

Envio de Imagens

O Laboratório de Jato Propulsão - JPL da NASA desenvolveu um sofisticado programa de compressão de imagens. O programa denominado de ICER consegue comprimir 12 megabytes de imagens em menos de um megabyte, consumindo menos espaço no cartão de memória. O programa divide a imagem em 30 partes, diminuindo a chance de perdas de pacotes, quando do envio das imagens para a Terra.

Aquecimento do corpo principal

As baterias e outros componentes eletrônicos não funcionam direito se não estiverem no interior da Caixa Eletrônica Aquecida do veículo explorador. (Warm Electronics Box) Nas frias madrugadas de Marte, a temperatura pode chegar a -105º Celsius e as baterias devem ser mantidas acima de 20º Celsius, para que possam fornecer energia e devem ser mantidas acima de 0º Celsius, quando estão sendo recarregadas.

O calor no interior da caixa isolante é gerado por uma combinação de aquecedores elétricos e oito aquecedores de radioisótopos.

Cada aquecedor de radioisótopos produz um watt de calor e contém 2,7 g de dióxido de plutônio em grãos, do tamanho de uma borracha de apagar, que vem embutido em alguns tipos de lápis de escrever.

Cada cápsula é feita de metal que envolve o ródio-plutônio e também é envolvida em várias camadas de um composto de carbono-grafite.

Este encasulamento de múltiplas camadas foi testado exaustivamente para que pudesse resistir no caso de falha no lançamento e a sonda retorna-se, se incendiando com o atrito com a atmosfera terrestre.

A sonda Soujourner também utilizou aquecedores de radioisótopos para manter seus equipamentos aquecidos e em funcionamento.

Esterilização da sonda e demais procedimentos de segurança biológica

Tecnologias foram adotadas para proteger a análise de rochas, solos e atmosfera, da contaminação por micróbios da Terra. Os Estados Unidos são signatários de acordos para proteger corpos celestes desta forma, a sonda deve estar limpa e esterilizada, pois o meio ambiente de Marte pode conduzir a vida a eventuais micróbios vindos da Terra.

Os técnicos que montaram a sonda constantemente limpavam a superfície com uma solução de álcool. Componentes que suportam altas temperaturas como os pára-quedas e escudo térmico foram aquecidos a 110º Celsius de temperatura, para eliminar os germes.

A caixa central de cada veículo, que contém o computador principal e outros importantes equipamentos, que foram selados e dotados de filtros de alta eficiência, que mantêm quaisquer micróbios em seu interior. Outros pequenos equipamentos também foram isolados e esterilizados.

Quando do lançamento do foguete Delta e a liberação da sonda pelo seu terceiro estágio, ambos os objetos navegaram paralelamente em uma trajetória que quase conduz a Marte.
Somente a sonda, 10 dias após o lançamento, terá seu rumo corrigido definitivamente, evitando-se desta forma que o terceiro estágio venha a cair em Marte.

Custo do programa

Foi de aproximadamente 820 milhões de dólares, sendo que 645 milhões de dólares no desenvolvimento da sonda e de seus instrumentos, 110 milhões de dólares no lançamento e 75 milhões de dólares no controle da missão.

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