Celeron || laptop

Posted on October 1st, 2008 in Uncategorized by admin

Celeron é a marca usada pela Intel em diferentes microprocessadores x86 de baixo custo.

A família Celeron complementa a linha de alta performance da empresa (atualmente a Core2 Duo, anteriormente a linha Pentium). Indroduzido em 1998, o primeiro Celeron era baseado no Pentium II, porém sem cache externo. Versões posteriores eram baseados no Pentium III, Pentium 4, Pentium M, Core Solo, Core Duo e Core2. Esses processadores rodam muitos aplicativos de forma satisfatória, porém apresentam algumas limitações de performance quando rodam aplicativos mais pesados e exigentes (como jogos e demais aplicativos 3D).


Introdução

O Celeron foi introduzido como uma resposta da Intel à perda do mercado de CPUs de baixo custo, particularmente para os Cyrix 6×86, AMD K6 e outros (como o IDT Winchip). A alternativa econômica da empresa até então era o Pentium MMX, que já há muito tempo não apresentava uma performace competitiva. Embora fosse uma aposta segura, o Pentium MMX, com seus 233 Mhz, enfrentava concorrentes muito mais poderosos que utilizavam a mesma placa mãe(o K6 podia chegar à 333 Mhz), e muitas vezes à preços similares.
Ao invés de continuar prolongando a vida útil do Pentium MMX (e por extensão do padrão Socket 7, utilizado pelos concorrentes), a Intel optou por uma solução que já havia aplicado na época dos 486 DX e SX: desenvolver uma versão limitada do seu modelo “topo de linha” - o Pentium II - e vendê-la a preços mais acessíveis, esperando capitalizar sobre a marca.
Apesar de alguns percalços iniciais o Celeron acabou ganhando aceitação e, de certa forma, acabou se tornando quase um padrão para máquinas direcionadas ao uso em escritórios.


Convington

Esse foi o codinome do primeiro tipo, que era essencialmente um Pentium II de 266 MHz sem o cache secundário (L2) incluído. O processador também compartilhava o código de produto 80523 do Deschutes. Com frequências de 266 à 300 MHz (de 33 à 66 MHz a mais que os Pentium MMX) os processadores entretanto eram consideravelmente mais lentos do que os produtos que se propunham a substituir. As vendas na época do lançamento foram consideraveis, principalmente pelo nome da Intel, porém o produto teve uma péssima repercussão na imprensa especializada e com os profissionais da área de computação. O mercado rapidamente se desinteressou, o produto ganhou fama de baixa performance, e a incrível queda nas vendas obrigou a Intel desenvolver uma nova solução o mais rápido possível.
No mais, esse processador é interessante para Overckers por seu flexivel índice de Overclock em relação ao seu Preço.

Mendocino

O Celeron “Mendocino foi lançado em 24 de agosto de 1998, e foi o primeiro processador produzido em larga escala a apresentar o cache L2 integrado ao núcleo , a exemplo do Pentium Pro. Ao passo que o Covington não tinha cache L2 algum, o Mendocino incluía 128 Kb de cache L2 rodando à mesma velocidade do processador. Embora com modestos 300 Mhz de freqüência (mesmo para a época), o novo modelo oferecia quase que o dobro da performance do antigo Covington. Para distingui-lo do modelo anterior que também rodava a 300 Mhz a Intel se referia aos processadores com núcleo Mendocino como “Celeron 300A Embora os outros Mendocinos (por exemplo o 333 Mhz) não tivessem o “A” no nome, as pessoas se referiam a ele como “Celeron-A” independente da velocidade.

Os novos Mendocino ofereciam boa performance, e foram bem sucedidos desde o lançamento. Na verdade, muitos especialistas consideraram o Mendocino bem sucedidos demais—a performance era suficientemente alta para competir não somente com os rivais da faixa de mercado, como também para atrair compradores do então lucrativo carro-chefe da Intel, o Pentium II. Os overclockers rapidamente descobriram que, dispondo de uma placa mãe adequada e de qualidade, o Celeron 300A podia rodar com estabilidade a 450 MHz. Isso era feito simplesmente aumentando a freqüência externa (FSB) do padrão de fábrica à 66 MHz para os 100 MHz utilizados no Pentium II. Nessa velocidade o Celeron Mendocino rivalizava com os processadores x86 mais rápidos do mercado.

Na época cache integrado ao núcleo (on-die) era difícil de fabricar; especialmente o cache L2, já que cada vez mais era necessário para se atingir um nível considerável de performance. Um de seus benefícios e que ele opera à mesma freqüência da CPU. Todas as outras CPUs da época utilizavam cache L2 montado ou na placa mãe ou em um slot separado, o que tornava-o fácil de fabricar, barato e permitia que se aumentasse seu tamanho para qualquer um desejado (valores típicos eram de 512 KB à 1 MB), mas eles sofriam de performance reduzida, rodando geralmente à velocidade do FSB (60 à 100 MHz). A implementação do cache de 512 Kb do Pentium II foi inovadora (posteriormente copiada pela AMD em seu Athlon), apresentando o cache L2 montado em uma placa especial junto com o processador, rodando à metade da freqüência deste e comunicando-se com ele através de um barramento especial. Este método de construção era dispendioso e impunha limitações ao tamanho do cache, mas permitia que o Pentium II fosse elevado à freqüências mais altas, além de evitar latências e demais contingências necessárias nas configurações com cache montado na placa mãe.

Com o tempo novos processadores de núcleo Mendocino foram lançados com clock de 333, 366, 400, 433, 466, 500 e 533 MHz. Os Celeron “Mendocino” eram projetados para utilizar apenas FSB de 66 Mhz, mas isso só se tornaria um gargalo de performance mais sério quando as velocidades chegassem à níveis maiores.

Os Celeron Mendocino também introduziram novos encapsulamentos. Quando foram lançados os “Mendocinos” vinham tanto em Slot 1 SEPP quanto em soquete 370 PPGA. O encapsulamento SEPP tinha sido desenhado originalmente para acomodar o cache L2 do Pentium II, mas uma vez que os Celerons possuiam esse componente integrado no núcleo, não havia razão para manter a sobreplaca, e a Intel descontinuou a versão Slot 1 - à começar com o modelo de 433 Mhz, apenas a versão PPGA soquete 370 estaria disponível (fabricantes independentes entretanto desenvolveramum acessório que permitia a montagem de um processador PPGA soquete 370 em uma placa mãe Slot 1).
Um fato interessante é que, apesar de ser oficialmente um processador de “baixo custo”, o modo de multiprocessamento simétrico continuava disponível, e pelo menos uma placa mãe foi lançada (a ABIT BP6) para aproveitar esse fato.

O Mendocino também possuía uma variação para notebooks, com velocidades entre 266, 300, 333, 366, 400, 433, 466, 500, 533, 566 e 600 MHz.

No esquema de nomeclatura “Family/Model/Stepping” da Intel, os Mendocinos pertencem à família 6, modelo 6 e código interno 80524. Estes códigos são compartilhados com o modelo relacionado Dixon, a versão portátil do Pentium II.


Coppermine-128

A próxima geração de Celeron era o Copermine-128 (alguns o conhecem como “Celeron II”). Este derivado do Pentium III Coppermine foi lançado em março do ano 2000. Como o Mendocino tinha 128 KiB de cache L2 incluídos no chip e continuava com a velocidade de barramento de 66 MHz. Eram praticamente identicos, com a exceção do cache menor e a velocidade do FSB mais baixo.

Por teoria o processador tem um núcleo adaptado, pois não foi noticiado o suporte ao SSE. O Celeron foi no seu tempo o único processador do mercado que rodava 66 MHz e ia com a mesma velocodade na memória RAM e foi significamente mais lento em relação ao seu concorrente. As vendas vinham diminuindo e o mercado numa discussão fácil queria ver versões de 100 MHz. A Intel disse não, pois era muito provável que já enfrentava grandes problemas em relação ao tempo e também concentrava recursos para entregar volumes suficientes de seu Pentium III.

Todos os processadores foram fabricados com o encapsulamento FCPGA assim como os Pentium III Coppermine. Estes iniciaram em 533 MHz e vieram em seguida 566, 600, 666, 700, 733 e 766 MHz. Devido às limitações dos 66 MHz havia uma pequena diferença de performance entre os modelos de maior clock e como por um tempo concorreu com o “antigo” AMD K6-2, isso era aceitável. Em julho do ano 2000 a AMD lançou seu Duron, derivado do Athlon - um processador com barramento maior e mais memória cache. O Coppermine-128 ficou incompetitvo como o original de 266 MHz.

Entretanto sua performance era revelada quado o processador era overclocado para operações de 100 MHz. Overclocava um processador de 566 MHz para 850 MHz ou um 600 MHz para 900 MHz e dava bons resultados, desde que os sistemas suportassem sem a necessidade de aumentar a ventilação ou a voltagem. Em particular um número de processadores de 600 MHz foram vendidos com a voltagem de 1,7V: Esses podem rodar a 100 MHz com mais estabilidade comparado aos mesmos processadores que tem voltagem de 1,5V.

Em 31 de janeiro de 2001 a Intel finalmente mudou a velocidade do FSB para 100 MHz. Embora o processador de 800 MHz (o primeiro com 100 MHz) fosse menos poderoso que o Duron, em porcentagem, era uma opção perfeitamente viável. Todos as opções a partir de 800 MHz vem com o barramento de 100 Mhz, as de 850, 900, 950, 1000 e 1100 MHz.

Nos esquemas de identificação da Intel, o Coppermine-128 é a família 6, modelo 8 e o seu código é 80526.


Tualatin-256

A próxima geração de Celerons foi baseado no núcleo Tualatin do Pentium III e feito com o processo de 0,13 micrometros. Foi apelidado de “Tualeron”, junção das palavras “Tualatin” e “Celeron”. Alguns softwares e usuários referiam o processador como “Celeron-S”, referindo a linha de chips Pentium III-S, mas não era uma desiguinação oficial. A linha inicia com 1000 MHz e 1100 Mhz (novamente com a letra “A”, diferenciando-os das versões Coppermine-128) e continuou com 1200, 1300 e 1400 MHz.

Os “Tualerons” são semelhantes em fabricação ao Pentium III, agora a maior diferença era velocidade de 100 MHz em relação aos 133 Mhz do Pentium III Tualatin. O cache do Celeron apresentava latencia “1″ e o Pentium III tinha latência “0″. Eram excelentes para overcloking, pois era fácil mudar a velocidade do barramento para 133 MHz. Vinham com 256 KiB de cache nível 2.

Esse foi o último dos Celerons “P6″. Eles foram vendidos em paralelo com os Celerons baseados do Pentium 4.

Nos esquemas de identificação da Intel, o Tualatin-256 é a família 6, modelo 11 e o seu código é 80530.


Willamette-128

A próxima série de Celeron é baseada no núcleo do Pentium 4 Willamette e tem, em consequência, um diferente design. São muito conhecidos como “Celeron 4″. Possuem 128 KiB como 256 KiB e 512 KiB de memória cache, mas são muito similares em desempenho.

Nos esquemas de identificação da Intel é a família 15, modelo 1 e o seu código é 80531.


Northwood-128

Alguns Celerons são baseados no núcleo do Pentium 4 Northwood e possuem 128 KiB de cahe nível 2. A única diferença entre esse e o Willamette-128 é o seu processo de fabricação de 0,13 micrometros e a voltagem de 1,52V comparado ao 1,7 do modelo anterior. A performance também contiua o mesmo.

Nos esquemas de identificação da Intel é a família 15, modelo 2 e o seu código é 80532.


Northwood-256

Esse foi o núcleo utilizado para equipamentos móveis (Laptops). Baseado no núcleo Northwood possui 256 KiB de cache L2.


Banias-512

Esse modelo agora é baseado no núcleo Banias do Pentium M, e as diferenças são a metade da memória cache nível 2 (L2) e o não suporte à tecnologia SpeedStep. Sua performance pode ser comparada ao do Pentium M, porém a tempo de duração da bateria é menor em relação ao notebook com Pentium M.

Um sistema equipado com Celeron M não pode levar o nome Centrino, mesmo equipado com o Chipset i855 ou i915 e o chip WI-FI Intel PRO.

Nos esquemas de identificação da Intel é a família 6, modelo 9 e o seu código é 80535. É a mesma identificação do Pentium M.


Shelton

O núcleo Shelton é o Banias sem o cache L2 e o SpeedStep desabilitado. Ele é usado numa placa-mãe de pequenas dimensões da Intel, o D845GVSH, e introduzido nos mercados asiático e norte-americanos. O mesmo processador é identificado como “Intel Celeron 1000B”, para diferenciar dos antecessores Copermine-128 e Tualatin-256 de 1 GHz.


Dothan-1024

É um Celeron de 90 nanometros (0,09 micrometros) derivado do Pentium M de 90 nm, com a metade do cache nível 2 e como o antecessor, sem o Speed Step.

Como o Pentium M dessa geração são identificados como a família 6, modelo 13 e o seu código é 80536.


Yonah-1024

A nova série Celeron M 400 é baseado no núcleo Yonah do processador Core Solo. Como os dois últimos antecessores, vem com metade do cache nível 2 (1 MiB) e sem SpeedStep. Foram inclúidas novos fatores para esse Celeron M, como o barramento à 533 MTs, instruções SSE3 e suporte ao XD bit (vem também na série J do Dothan-1024).


Meron-1024

O Meron-1024 é um processador de núcleo simples baseado do Core 2 Meron e tem metade do cache (1 MiB) , o SpeedStep e a Tecnologia de Virtualização desabilitados, contudo, vem com a tecnologia EM64T, XD bit e barramento de 533 MHz.


Prescott-256

O primeiro processador Celeron D é baseado no núcleo Prescott do Pentium 4 e vem com cache L2 de 256 KiB. É caracterizado pelo barramento de 533 MHz, instruções SSE3 e leva o número 3XX (comparados aos 5XX dos Pentium 4 e 7XX dos Pentium M). Ele também implementado a nível de hardware com a tecnonologia EM64T muito embora esteja desabilitado nos modelos 3X0/3X5 (exceto o 355) e habilitado nos modelos 3X1/3X6.

Assim, os modelos sem EM64T são: 365 - 3,6 GHz, 350 - 3,2 GHz, 345 - 3,06 GHz, 340 - 2,93 GHz, 335 - 2,8 GHz, 330 - 2,66 GHz, 325 - 2,53 GHz, 320 - 2,4 GHz, 315 - 2,26 GHz, 310 - 2,13 GHz.

E os com EM64T: 366 - 3,6 GHz, 355 - 3,3 GHz, 351 - 3,2 GHz, 346 - 3,06 GHz, 341 - 2,93 GHz, 336 - 2,8 GHz, 331 - 2,66 GHz, 326 - 2,53 GHz, 321 - 2,4 GHz, 316 - 2,26 GHz, 311 - 2,13 GHz.

O Celeron D trabalha com chipsets i845 e i855. O sufixo D serve apenas para diferencia-los das gerações anteriores, já que diferente do Pentium D, o Celeron D não tem núcleo duplo.

Os processadores assim como os Pentium 4 Prescott são identificados como a família 15, modelo 3 (até E0) ou 4 (do E0 a diante) e o código 80546 ou 80547 dependendo do tipo de soquete.


Cedar Mill-512

Esses modelos são baseados no núcleo Cedar Mill do Pentium 4. Essas versões continuam com o esquema de nomes 3XX agora como Celeron D347 (3,06 GHz), 352 (3,2 GHz), 356 (3,33 GHz), 360 (3,46 GHz) e 365 (3,6 GHz) e tem as mesmas características do Prescott-256 com metade do cache L2 (256 KiB) e o processo de fabricação de 65 nanometros.

No esquema de identificação todos os Ceddar Mills são da família 15, modelo 6 e o código é 80552.

Futuros Celerons

O roadmap da Intel lista uma série de novos Celeron baseados na microarquitetura do Core2. Há poucas informações deles, a não ser que venham a usar o núcleo Conroe-L e usarão nos nomes 4XX.

Serão processadores como de sempre voltados ao mercado de baixo custo, como o processador baseado no núcleo do AMD K8, o Sempron.

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